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Tubarões: Devemos temê-los ou protegê-los?janeiro 25th, 2012 by ararêPor Marcelo Szpilman* Há anos venho falando sobre o tema tubarões em meus artigos e palestras. Trata-se, é verdade, de um assunto que faz aflorar sentimentos que, em princípio, poderiam parecer instintivos. Mas não são. Somos ensinados desde a infância, e com razão, a temer situações e animais que possam efetivamente nos provocar dano físico. E aí estão incluídos: fogo, choque elétrico, cachorros, aranhas e cobras (apenas para citar alguns). Mas, por acaso, você se lembra de seus pais dizendo “cuidado com os leões”? Claro que não. Seria excesso de zelo da parte deles. Então, o que leva você a temer e recomendar cuidado com os tubarões? Argumentos racionais ou razões emocionais? Mais uma vez, ao escrever esse artigo (e espero que você o leia), meu objetivo será desmitificar a imagem sensacionalista e irreal dos tubarões como “feras assassinas dos mares”, que logo vem à mente de muitas pessoas, e talvez à sua também, e mostrar que os tubarões exercem um importante papel na manutenção da saúde e do equilíbrio dos ecossistemas marinhos. Mais uma vez, considerando os aspectos lógicos dessa questão, tentarei convencê-lo a aceitar a ideia de que os tubarões são seres marinhos que também merecem e precisam ser protegidos e preservados, como os pandas, os golfinhos, baleias e tartarugas-marinhas. Mas, diferente desses últimos, para “fazer sua cabeça” e aliciá-lo à causa, estou convencido de que será preciso explicar qual é o papel dos tubarões no ecossistema marinho. Vamos lá então; começando pela imagem do tubarão e depois explicando sua importante função.
No imaginário coletivo, quando o tema é o poder de causar pânico e fobia, nada se compara ao ataque de tubarão. Em grande parte, isso decorre da impactante imagem de “comedor de homens” que foi imputada ao tubarão, na figura do tubarão-branco, pelo filme homônimo de Steven Spielberg. Com grande êxito, o filme conseguiu passar a distorcida imagem de um animal perverso e sanguinário. Tão forte, que criou uma fobia coletiva ao redor do mundo __ basta tocar a famosa música tema do filme para causar arrepios. Tão negativa, que formou uma torcida de fóbicos que até hoje acredita que a solução para dar segurança nas praias passa por “limpar as águas infestadas por essas feras”.
Todos os anos, na África, dezenas de pessoas são atacadas e devoradas por leões. E é lá também que elefantes e hipopótamos atacam e matam milhares de pessoas. Mas ninguém (a não ser quem já foi atacado) tem fobia de leão, elefante ou hipopótamo. No entanto, milhões de pessoas, e você pode estar entre elas, que nunca tiveram ou terão um encontro com um tubarão em toda a sua vida, ou mesmo aquelas que nunca viram o mar, têm fobia de tubarão. Incrível, não? Então, respondendo à pergunta do primeiro parágrafo, a não ser que você vá nadar ou mergulhar em uma área reconhecidamente habitada por tubarões potencialmente perigosos e com registros de ataque, como Recife ou Durban, não faz o menor sentido ouvir a recomendação de cuidado com os tubarões. Seria o mesmo que dizer cuidado com as onças a alguém que vai fazer trilha no Parque Nacional da Serra da Bocaina (RJ e SP). Ter medo de um animal ameaçador é absolutamente normal. O medo é um componente importante para a nossa sobrevivência. No entanto, quando perde-se o controle sobre o medo e ele se torna desproporcional à ameaça, tem-se a fobia. E somente a fobia pode explicar tal comportamento irracional. Entretanto, o real perigo que os tubarões representam está muito aquém do que é comum imaginar. Longe disso. Interagir de forma amistosa com esses seres fantásticos é não só perfeitamente possível como bastante prazeroso.
Mergulhar com tubarões, como eu e muitos mergulhadores fazem em áreas específicas ao redor do Planeta, é muito mais seguro do que inúmeras atividades esportivas ou recreativas, como voo de asa-delta, paraquedismo, ciclismo ou até mesmo futebol americano (veja abaixo a lista das 20 causas de morte mais prováveis do que por ataque de tubarão). Em minhas palestras pelo Brasil, insisto sempre em uma comparação que exemplifica a diferença de interação e potencial de risco. Se você passar ao lado de um grande predador, como o crocodilo, o leão ou o tigre, e ele estiver com fome, há 100% de certeza de que ele o verá como uma presa e irá atacar e te devorar. No entanto, você pode mergulhar com um tubarão sem saber se ele se alimentou nos últimos dias e, com certeza, ele irá te respeitar e não atacará.
Ao entrar no mar, é bem verdade, passamos a compartilhar o ambiente natural desses extraordinários predadores, mas, ainda assim, somente circunstâncias muito especiais podem ocasionar um ataque de tubarão ao ser humano. Na realidade, ataques de tubarão ao homem são eventos absolutamente raros em quase todo o mundo __ não passam de 80 a 100 ataques por ano em regiões já conhecidas e mapeadas. Das 400 espécies que habitam os oceanos, os registros demonstram que somente três são perigosas e realmente podem atacar de forma não provocada. São elas: o tubarão-branco, o tubarão-tigre e o tubarão cabeça-chata. Mas deve-se esclarecer que, fora os ataques motivados por essas circunstâncias especiais, como erros de identificação ou invasão de território, onde 90% dos casos envolvem uma única mordida (e não há fins de alimentação), não se sabe exatamente por que essas espécies podem agir desta forma, pois se nós humanos realmente representássemos uma presa apetitosa aos seus olhos, haveria muito poucas praias seguras ao redor do mundo e os ataques seriam diários e contados aos milhares. Infelizmente, toda essa fobia continua contribuindo para que a sociedade não se preocupe com a pesca predatória e o consumo insustentável dos tubarões. Atualmente, cerca de 100 milhões de tubarões são capturados e mortos a cada ano em todos os mares, em grande parte para obtenção exclusiva das nadadeiras (finning) que irão prover o lucrativo mercado oriental de sopa de barbatana de tubarão. Isso representa uma monumental ameaça à sobrevivência dos tubarões e está levando muitas populações ao declínio vertiginoso. Nesse ritmo, algumas espécies serão extintas nos próximos anos. E é aí que chegamos ao segundo ponto, já que para convencer as pessoas a proteger e preservar os tubarões não basta falar em matança cruel e extinção em massa. É preciso explicar qual é o papel dos tubarões no ecossistema marinho e o quanto sua falta influenciará no bem-estar da humanidade. Os tubarões exercem duas funções primordiais no meio ambiente marinho. Primeiro, como predadores situados no topo da cadeia alimentar, o equivalente oceânico aos leões africanos e tigres asiáticos, os tubarões asseguram um tipo de ordem nos oceanos. Mantêm o controle populacional de suas presas habituais e exercem importante papel na seleção natural ao predar os mais lentos e os mais fracos. Em segundo, ao comerem os animais e peixes doentes, feridos ou mortos, exercem também uma função extremamente importante na manutenção da saúde dos oceanos. Para entender melhor o que isso significa basta ver a semelhante função do urubu no ambiente terrestre. Os urubus, assim como os grandes carniceiros, consomem um cadáver (de qualquer animal que morre na natureza) em questão de minutos. Se acabássemos com os grandes carniceiros terrestres, as carniças passariam a ser consumidas somente por insetos, bactérias e micróbios, que levariam dias ou semanas nesse intento. O nível de microrganismos no ar que respiramos seria insuportável e insalubre. No mar acontece a mesma coisa. Sem esses guardiões dos mares, teremos um ambiente marinho doente, frágil e com desequilíbrios ambientais imprevisíveis que podem representar graves consequências para nossas vidas e atividades comerciais.
Reflita sobre tudo isso que aqui expus e pense na possibilidade de mudar sua concepção estigmatizada sobre os tubarões. Envolva-se e ajude a proteger e preservar os tubarões. Proteger os tubarões é proteger a vida, é proteger a nós mesmos!
Seja um associado do Instituto Aqualung e ajude a preservar nossos oceanos! Lista das 20 causas de morte mais prováveis do que por ataque de tubarão:
OBESIDADE - mata 30.000 pessoas por ano no mundo;
Fonte dos dados: http://www.buzzfeed.com/awesomer/20-things-that-kill-more-people-than-sharks-every Ajude acabar com a Prática Insustentável do FINNING! Assine o abaixo-assinado acessando o link http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2010N5037
Projeto Tubarões no Brasil (PROTUBA) Instituto Ecológico Aqualung Apoio FUN DIVE *Marcelo Szpilman, Biólogo Marinho formado pela UFRJ, com Pós-Graduação Executiva em Meio Ambiente (MBE) pela COPPE/UFRJ, é autor dos livros GUIA AQUALUNG DE PEIXES, AQUALUNG GUIDE TO FISHES, SERES MARINHOS PERIGOSOS, PEIXES MARINHOS DO BRASIL, e TUBARÕES NO BRASIL, e de várias matérias e artigos sobre a natureza, ecologia, evolução e fauna marinha publicados nos últimos anos em diversas revistas e jornais, sites e blogs. Atualmente, Marcelo Szpilman é diretor do Instituto Ecológico Aqualung, diretor do Projeto Tubarões no Brasil (PROTUBA), membro da Comissão Científica Nacional (COCIEN) da Confederação Brasileira de Pesca e Desportos Subaquáticos (CBPDS) e membro do Conselho da Cidade do Rio de Janeiro – área de Meio Ambiente e Sustentabilidade. Vi no Blog Guia radical (ClicRBS) Campanha mundial para conscientização do uso de coletes salva-vidas chega a Itajaíjaneiro 25th, 2012 by ararêDa Redação Itajaí, cidade que tem o maior porto pesqueiro do país, está engajada na campanha mundial de conscientização sobre o uso de coletes salva-vidas. A Wear It Campaign (Campanha Use Isto) começou dia 20 e segue até o próximo domingo no município catarinense. Trata-se de uma iniciativa do Conselho Nacional de Segurança Náutica Americano (NSBC), em parceria com o Conselho Canadense de Segurança Náutica (CSBC). No Brasil, a ação está sendo desenvolvida pelo Instituto Anjos do Mar Brasil (IAMB). Além de exposição de equipamentos de salvatagem e palestras educativas promovidas pelo IAMB, quem quiser participar da campanha deve ir ao Itajaí Shopping no próximo sábado, a partir das 17 horas, para fazer uma foto oficial. No ano passado, 1.685 voluntários vestiram seus coletes e enviaram as fotos para o comitê organizador. Este ano, a expectativa é de um número ainda maior. O diretor do IAMB, Marcelo Ulysséa, comenta: “O objetivo da campanha é educar e informar o público sobre segurança e medidas preventivas de afogamento, principalmente em relação ao uso de coletes salva-vidas.” Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 500 mil pessoas morrem afogadas por ano em todo o mundo. Mas este número oficial não condiz com a realidade, estimada em 1,2 milhão de óbitos, já que vários países não têm estatísticas, e muitos casos nem chegam a ser notificados. Fonte: Revista Náutica Online
Transporte marítimo em Palhoçajaneiro 23rd, 2012 by ararêO prefeito Ronério Heiderscheidt, da Palhoça, anunciou para dentro de seis meses o inicio de funcionamento do transporte marítmo. Hoje, aconteceu a assinatura do contrato entre a atual administração de Palhoça e a Iguatemi Consultoria e Serviço de Engenharia Ltda, empresa vencedora do processo licitatório que vai prestar consultoria para a elaboração dos projetos técnicos básicos solicitados pela Superintendência do Patrimônio da União e que, de quebra, irá desenvolver a viabilidade sócio e econômica para a criação do Sistema de Transporte Marítimo de Palhoça. A empresa agora tem 60 dias para concluir os projetos e a estimativa do prefeito Ronério Heiderscheidt é de colocar em 180 dias a embarcação nas águas de Palhoça.
Fonte: Blog Moacir Pereira
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Holandesa de 16 anos conclui volta ao mundo sozinhajaneiro 22nd, 2012 by ararêLaura Dekker terminou em Saint Marteen, no Caribe, seu trajeto de 366 dias e 27 mil milhas náuticas percorridasRecorde: holandesa de 16 anos é a mais jovem regatista a dar a volta ao mundo (Jean-Michel Andre/ AFP) A holandesa Laura Dekker se tornou neste sábado a regatista mais jovem da história, com 16 anos e 123 dias, a dar a volta ao mundo sozinha ao chegar à ilha de Saint Marteen, no Caribe, após 366 dias de navegação e 27 mil milhas náuticas (50.031 quilômetros). A última etapa da viagem foi iniciada na Cidade do Cabo, na África do Sul, realizada em meio a alto-mar, com uma duração de 41 dias. Laura realizou a travessia a bordo do Guppy, um veleiro de 11,5 metros de comprimento. Ela partiu de Saint Marteen em 20 de janeiro de 2011 para realizar seu desafio de volta ao mundo, que o Livro dos Recordes e o World Sailing Speed Records não reconhecerão como marca válida. Segundo ambos, a decisão foi tomada para não estimular jovens a se arriscarem em tentativas perigosas. Quando desceu da embarcação neste sábado, a jovem chorou e depois cruzou o píer acompanhada pela mãe, pai, irmã e avós. “Houve momentos em que me perguntava: Que diabos estou fazendo aqui? Mas nunca quis parar, porque era meu sonho e eu queria realizá-lo“, declarou, emocionada. Laura nasceu no navio de seus pais perto do litoral da Nova Zelândia e navegou pela primeira vez sozinha aos 6 anos. Aos dez, começou a sonhar com a volta ao mundo. Em seu trajeto, percorreu as Ilhas Canárias, Panamá, as Ilhas Galápagos, Tonga, Fiji, Bora Bora, Austrália, África do Sul e agora, Saint Marteen, seu ponto de saída e chegada. Foto: Marco de Swart/AFP
Viagem - Ao contrário de outros jovens regatistas que recentemente deram a volta ao mundo, Laura ancorou repetidamente em vários portos ao longo do percurso para dormir, estudar e reparar seu veleiro. Entre os momentos mais delicados da viagem estão os 47 dias de travessia pelo Oceano Índico até Durban (África do Sul). Na chegada, a jovem teve de caminhar pelo píer porque começava a perder a sensibilidade nas pernas. Laura iniciou a aventura dois meses depois que Abby Sunderland, um jovem regatista americano de 16 anos, foi resgatado no meio do Oceano Índico em uma tentativa parecida. (Com agência EFE) Fonte: Veja
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“Vá a bordo, porra!”janeiro 18th, 2012 by ararê“Vá a bordo, porra!” vira bordão e camiseta na ItáliaA camiseta reproduz a frase “Volte a bordo, porra!”, dita por De Falco ao capitão do Costa Concordia
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