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Archive for julho, 2010

Secando

julho 31st, 2010 by

Secando depois do banho, hoje no final da tarde na Marina Pier 33.

Nem parece que vem uma enorme onda de frio por aí..

Vazamento ao vivo

julho 31st, 2010 by

Várias câmeras ao vivo do fundo do mar no Golfo do México. É só clicar aqui.

Hoje a empresa BP começou os procedimentos para parar definitivamente com o vazamento.

Maré Negra Golfo do México

Imagem de satélite mostra o avanço da maré negra pela região do Mississippi, uma das mais atingidas (AFP/Nasa)

A petroleira BP se prepara para selar definitivamente seu poço no Golfo do México – origem da pior catástrofe ambiental da história dos Estados Unidos. O diretor-executivo da empresa britânica, Bob Dudley, disse que espera “liquidar” o vazamento com uma operação denominada static kill, com a injeção de barro e cimento através do funil instalado em 15 de julho passado.

A operação, que tem início neste sábado, deve ser concluída até terça-feira. O almirante Thad Allen, que lidera a supervisão do governo sobre a catástrofe ambiental, afirmou que é necessário algum tempo para que os engenheiros possam remover os escombros em torno do poço após a passagem da tormenta tropical Bonnie – que obrigou a suspender os trabalhos.

O vice-presidente da BP, Kent Wells, destacou sua grande confiança no sucesso da static kill. Segundo ele, o funil instalado há duas semanas não apresenta fissuras e “isto nos dá mais confiança sobre a integridade do poço”, o que é um sinal positivo sobre o sucesso da operação. Além disso, BP concluirá também o projeto de construção de um poço paralelo para impedir eventuais vazamentos. Sua função será interceptar o fluxo ao poço danificado no prazo de dez dias, permitindo a realização de mais um processo de vedação do sistema, no final de agosto.

Longo prazo – Em sua primeira viagem à zona do desastre após assumir o posto de Tony Hayward, antigo CEO de BP, Dudley destacou que a companhia se concentrará na recuperação a longo prazo da região afetada pela maré negra. “Temos boas notícias, mas isto não significa que o trabalho terminou”, disse ele no Mississippi, um dos estados afetados pela tragédia ambiental, junto à Louisiana, Alabama, Texas e Flórida.

“Estaremos aqui por anos”, garantiu o diretor no momento em que a BP anuncia um fundo de 100 milhões de dólares para os trabalhadores desempregados devido à moratória sobre perfurações decretada pelo governo americano. Conforme ele, em breve serão retiradas as barreiras protetoras da linha costeira e haverá uma redução das equipes de limpeza que agem nas praias, mas isto não representará uma saída da região.

O maior desastre ambiental dos Estados Unidos foi deflagrado no dia 20 de abril, com a explosão da plataforma Deepwater Horizon, que deixou onze mortos. Estima-se que o vazamento no Golfo do México gire em torno de 3 a 5,3 milhões de barris de petróleo.

(Com agência France-Presse)

Mick Jagger fica preso em ilha por falta de combustível

julho 31st, 2010 by

Mick Jagger ancorou seu iate, na quinta-feira (29), em Santorini, na Grécia, mas o passeio não foi muito longe e ficou preso em uma ilha, de acordo com a coluna “Mônica Bergamo”, do jornal “Folha de S. Paulo” deste sábado (31).

Isso porque o artista não tinha como abastecer o barco devido descobriu ao racionamento de combustível organizado no país.

Considerado “pé frio” por ter assistido e torcido para times que perderam na Copa do Mundo, o líder dos Rolling Stones não teve sorte novamente.

Sir Mick Jagger, o pé-frio
Se é pra ficar sem combustível em algum lugar, que seja aqui
Férias forçadas

Nada mau ficar uns dias preso nessa ilha, a bordo de um iate com todo o luxo disponível. Não dá pra reclamar!!

Mas será que o capitão do iate não sabia do racionamento de combustível?

Polêmica em Biguaçu/SC: Impactos ambientais do Estaleiro OSX*

julho 30th, 2010 by


“A verdade é filha do tempo, não da autoridade” (Francis Bacon)

Artigo de Celso Martins – Agecom/UFSC

Agroecologia

Dragagem do canal de acesso vai acabar com a pesca e a maricultura. Em troca de quatro mil empregos vão desestabilizar dezenas de comunidades com milhares de famílias no entorno da Baía Norte de Florianópolis. Nossas lideranças políticas, no Parlamento e Executivo, agem criminosamente, por ação ou omissão, e escondem os riscos do empreendimento.

Começamos com uma afirmação contida no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do Estaleiro OSX.

“Durante a dragagem, em um primeiro momento, toda a macrofauna bentônica será removida mecanicamente, devido à perda do habitat. A recolonização após a dragagem será gradual e possivelmente os padrões de dominância e composição de espécies será alterado. A dragagem de manutenção do canal também é outro fator alterador para a macrofauna bentônica, onde apenas organismos adaptados a este tipo de impacto crônico colonizarão e permanecerão na área, principalmente os de curto período reprodutivo e com hábitos alimentares não seletivos. Nas áreas de entorno os efeitos sobre a macrofauna serão menos intensos, pois não haverá a perda de habitat. O possível distúrbio será o aumento da pluma de sedimentos, que poderá afetar principalmente os organismos filtradores, como moluscos bivalves. A dragagem de manutenção do canal não deverá atingir uma área muito abrangente, já que a escala de operação é bem menor”.

É esse o principal problema do Estaleiro – seu canal de navegação, desde a abertura até a posterior e necessária manutenção.

* Canal com 13,2 quilômetros de extensão e 232 metros de largura (leito do canal com 160 metros, mais os taludes laterais de 36 metros cada).

* A região da futura bacia de evolução do estaleiro (Biguaçu) tem profundidades de 0 a 2 metros, e a região do canal de acesso (Baía Norte de Florianópolis) de 2 a 10 metros. O canal terá 9 metros de profundidade.

* Serão dragados 8.750.000 m³ de sedimentos do fundo do mar.

* A dragagem será executada em 260 dias e as dragas vão operar 24 horas por dia. Uma delas terá tanque com capacidade de armazenar 90 m³ de óleo diesel (90 mil litros) e outra de 150 m³ (150 mil litros) do mesmo combustível.

Adeus peixes, camarões…

É isso mesmo, gigantesco! E as conseqüências podem ser catastróficas: “De modo geral, a macrofauna bentônica de áreas diretamente afetadas com as dragagens e áreas de entorno, sofrerá modificações durante e depois da dragagem, em maior ou menor escala”. A macrofauna bentônica é aquela associada aos sedimentos do fundo marinho, composta por animais visíveis a olho nu, como a maior parte dos caranguejos, os equinodermes (ouriços, lírio-do-mar, estrela-do-mar), larvas de insetos, vermes oligochaetas e algumas espécies de peixes, como o linguado.

Continua: “A composição e dominância dos organismos são alteradas por um período indeterminado. De acordo com estudos realizados fora do Brasil, este tempo pode chegar a 4 anos (Bolam & Whomersley, 2005), enquanto um estudo realizado por Vivan et al. (2009) com despejo de sedimento dragado, evidenciou que este tempo chega a 16 meses. Ambos os estudos mostram que descritores de diversidade e riqueza se recuperam, mas a composição das espécies é permanentemente alterada em alguns aspectos, como o desaparecimento de algum organismo adaptado ao ambiente suprimido ou aparecimento de outro organismo adaptado a nova condição ambiental”.

Em linguagem clara, as águas da Baía Norte vão permanecer por muito tempo na tonalidade acinzentada, toldada como se diz. Semelhante ao que se observa na orla da avenida Beira-Mar em dias de nordeste e em Sambaqui quando bate o vento sul. É o que chamam de turbidez. “O acréscimo da concentração de material em suspensão provocará um aumento de turbidez, sendo que a duração do impacto depende diretamente da duração da dragagem. No entanto, deve-se ressaltar que a Baía Norte já apresenta uma concentração representativa de sólidos em suspensão, cerca de 150 mg/L. Com a entrada freqüente de ventos Sul e Sudoeste a Baía Norte já sofre um processo natural de aumento dos sólidos em suspensão, ocasionado pela ressuspensão do fundo causada pelo vento”.

Em águas turvas

O documento alerta para o “afugentamento, perturbação e mortalidade da fauna aquática”. Ou seja, “tanto na fase de implantação como na fase de operação do OSX Estaleiro – SC a dragagem é a principal atividade que gera danos à fauna aquática. As dragagens causam ruídos, revolvem o fundo, aumentam a concentração de sedimentos suspensos, gerando afugentamento e perturbação da fauna. O material em suspensão, quando em excesso, pode provocar danos aos organismos aquáticos interferindo nos mecanismos de respiração, filtração ou acumulando-se na superfície do corpo de pequenos animais”.

Denominam de ictiofauna ao conjunto de espécies de peixes de determinada área. “A dragagem pretendida poderá trazer modificações temporárias à ictiofauna do canal”, assinala o EIA. “Durante o período de dragagem pode haver um impacto na fauna aquática devido à ação mecânica da draga. Os organismos podem ser sugados, pelo entupimento das brânquias gerado pelo excesso de material em suspensão ou por uma redução da disponibilidade de alimento, uma vez que suas presas constituem-se de organismos sésseis ou com pequeno poder de locomoção, estando assim, mais vulneráveis à atividade de dragagem”.

A dragagem vai tornar a água do mar “barrenta”, diminuindo a penetração da luz e inviabilizando a presença dos plânctons – elo fundamental na cadeia alimentar a ictiofauna. “As atividades de dragagens causam o aumento da turbidez da água provocando alterações na zona eufótica, diminuindo a penetração de luz na água. Este processo afeta diretamente a produtividade primária, pois gera condições desfavoráveis ao crescimento de organismos fotossintetizantes. Esta diminuição afeta indiretamente a população de zooplâncton”.

A localização do megaempreendimento (Florianópolis/SC)

O fim da maricultura

O EIA também prevê uma “interferência na atividade pesqueira e restrição do espaço de pesca”. Será delimitada “uma área para a operação de dragagem”, o que “implicará em exclusões temporárias para a atividade de pesca”. As restrições serão maiores nas áreas da bacia de evolução (junto à base terrestre do estaleiro), e na parte interna do canal de acesso, “que demandarão maior tempo de operação e, em conseqüência, maior período de exclusão à pesca”.
Sobre o camarão: “Na pescaria do caceio de camarão, a sobreposição da dragagem com áreas de pesca ocorre ao longo do canal de acesso, principalmente no percurso entre a bacia de evolução e o través do Pontal da Daniela. A operação de dragagem neste setor do canal determinará a descontinuidade da área de caceio, porém não inviabilizará a pescaria”.

Os maricultores também serão afetados. “A principal alteração ambiental temporária na maricultura pode ocorrer pela atividade de dragagem, que ocasiona um aumento da concentração de material em suspensão na coluna d´água. Isto ocorre porque os moluscos marinhos cultivados são filtradores, alimentando-se essencialmente do material particulado em suspensão (DAME, 1996)”.

Espanta-turista

Os pescadores não serão os únicos atingidos. “Durante os meses de dragagem do canal de acesso poderá haver alguma interferência com os passeios de embarcações de esporte e recreio. Na fase de implantação, a dragagem de aprofundamento será diária durante um período de aproximadamente 260 dias”.

A paisagem vai mudar. “A implantação das infraestruturas do OSX Estaleiro – SC poderão provocar interferências visuais capazes de modificar a configuração cênica da paisagem local de forma definitiva”.

Daniela já era, Jurerê também

As praias de Jurerê Internacional, Jurerê, Praia do Forte e Daniela podem sofrer erosão. “A praia da Daniela, por constituir-se de um esporão ou pontal arenoso, é uma das preocupações ambientais geradas pela possibilidade de abertura do canal de acesso ao OSX Estaleiro-SC. Esta praia tem direção ENE-WSW e se encontra “amarrada” ao morro do Forte. O pontal compreende predominantemente sedimentos dos depósitos marinho praial e lagunal de idade holocência. Na sua porção voltada para sudeste aflora o depósito paludial, sendo que na porção noroeste observa-se sedimentos de origem eólica recobrindo os cordões litorâneos”.

Toxinas exóticas

Outro perigo vem da possibilidade de “introdução de espécies exóticas no ambiente”, vindas no lastro dos navios. “A água de lastro é o principal meio de introdução de espécies exóticas, porém outros meios necessitam serem citados, como organismos incrustados ao barco”. Este “impacto ecológico ocorre quando a biodiversidade nativa e os processos ecológicos são alterados pela espécie invasora”, com riscos à saúde humana: “Os organismos invasores podem afetar a saúde humana, causando doenças e mortes, através de epidemias de cólera, transferência de vírus e bactérias, além de microalgas tóxicas”.

Tudo isso, sem tirar nem por, está no EIA do Estaleiro OSX. Claro que para todos esses problemas a empresa anuncia programas de monitoramento e outros acompanhamentos, ou seja, vão cometer o ato e ficar olhando para ver como repercute.

Nossos líderes estão contra a parede, sob chantagem explícita na véspera de uma eleição, atentos aos financiamentos de suas campanhas e aos votos nas urnas. Não lhes importam os cidadãos e seus dramas.

Novo modelo econômico?

Proclamação do EIA do Estaleiro OSX: “Com a construção do OSX Estaleiro – SC no município de Biguaçu, será criado um pólo da indústria naval no estado de Santa Catarina. O principal cliente da empresa OSX será a OGX, uma empresa do Grupo EBX, que é a maior companhia privada brasileira do setor de petróleo e gás natural em área marítima de exploração, com 22 blocos e 4,8 bilhões boe (barris de óleo equivalente) de recursos potenciais riscados líquidos”.

* O empreendimento proposto pelo grupo EBX do bilionário Eike Batista provocou fortes reações contrárias da sociedade catarinense.Na audiência pública realizada quinta-feira passada (22), o grupo empresarial adotou procedimentos típicos de colonizadores – distribuiu lanchinhos com sanduíche, maçã, suco de caixinha e pen drivers para os mais de 600 presentes. Os participantes contrários ao estaleiro não aceitaram os “espelhinhos”.

Peguei no Blog: Hidrovias Interiores – RS
A dica foi do Conjuminando

Nova onda gelada extraordinária na América do Sul

julho 30th, 2010 by

A sexta-feira começou com chuva forte e temporais, inclusive de granizo, na região central da Argentina. Resultado de um sistema frontal com características quentes que se deslocou de Norte para Sul e que ainda vai resultar em tempo severo isolado durante as próximas horas no Centro da Argentina e no Uruguai (imagem de satélite abaixo da manhã de sexta-feira).

Nas próximas horas, ao ser impulsionado por ar frio, este sistema de instabilidade vai avançar como frente fria para o Norte em direção ao Sul do Brasil, trazendo chuva que pode ser forte e o risco de temporais para o Sul e o Sudoeste do Rio Grande do Sul. A frente avança pelo Estado amanhã (sábado) com chuva em todas as regiões. Pode chover forte em pontos isolados e mesmo o risco de temporais com rajadas de vento e granizo não pode ser afastado. Em Porto Alegre, a instabilidade deve ser maior da tarde para a noite do sábado. No final desta sexta-feira e no começo do sábado podem ocorrer fortes rajadas de vento do quadrante Norte em cidades do Centro para o Norte do Rio Grande do Sul, antecedendo a chegada da frente. O motivo será uma corrente de jato em baixos níveis da atmosfera (projeção de vento em 850 hPa para a madrugada deste sábado abaixo) que transporta ar quente de Norte e manterá a temperatura elevada até a chegada da frente fria, inclusive na madrugada deste sábado.

A MetSul Meteorologia alerta que o sistema frontal será impulsionado por significativa massa de ar polar que irá trazer mais uma onda gelada para parte da América do Sul na próxima semana. O frio na região de Buenos Aires deve ser mais intenso que o anotado na onda de frio histórica da metade de julho, podendo a capital argentina permanecer com temperatura negativa no nível de 850 hPa (1500 metros de altitude) por sete dias seguidos, o que deve resultar em mais problemas energéticos e, lamentavelmente, mais mortes por frio. Pode nevar em pontos da província de Buenos Aires nos próximos dias, sobretudo no Sul e no Leste. O Uruguai deve ser igualmente duramente castigado pelo frio intenso que deve trazer marcas negativas quase generalizadas.Veja a projeção de temperatura em 850 hPa para quarta do modelo Europeu.

Aqui no Estado, a temperatura despenca amanhã e cai ainda mais no domingo que, apesar do sol, deve ter baixa sensação térmica mesmo à tarde em locais à sombra. As madrugadas mais geladas devem ser as de segunda e terça-feira, quando são esperadas marcas negativas e geada na maioria das regiões, inclusive em parte de Porto Alegre. Mesmo as tardes devem ser frias no início da semana. A umidade aumenta no Estado a partir da terça e aí o cenário torna-se interessante demais. Alguns modelos chegam a sugerir chance de neve para terça, quarta, quinta e no começo da sexta, mas, sobretudo, para a tarde e noite de quarta e durante a quinta-feira da próxima semana. Isso porque haveria a formação de um cavado/sistema de baixa pressão junto ao Leste do Sul do Brasil, gerando instabilidade e impulsionando o ar mais gelado da Argentina para cima do território gaúcho. Veja a projeção de temperatura em 850 hPa do modelo Europeu para quinta-feira.

O modelo americano, em algumas de suas saídas, o que pode ter sido extremado, chegou a sugerir neve com acumulação para extensas áreas da Metade Norte gaúcha e ainda para o Sul do Estado e Santa Catarina na próxima quinta-feira. Veja o que modelo indicava ontem, em sua última saída do dia, de neve acumulada no solo e o tipo de precipitação (chuva, gelo e neve) para a quinta-feira da semana que vem.

As previsões de neve somente terão margem de confiabilidade a curto prazo, dada a acentuada discrepância dos modelos, assim é um assunto a ser muito discutido durante a próxima semana, mas desde já vale o alerta para o que é praticamente certo. Teremos na semana que vem uma sequência de dias gelados e de enregelar, uma das mais fortes deste inverno e com intensidade aqui comparável a da segunda semana de julho.

Autor: Eugenio Hackbart
Publicado em 30/07/2010 12:19
Fonte: Blog da Metsul

Nuvens em Florianópolis

julho 29th, 2010 by

Faixa de nuvens, vindas do norte,  cobrindo todo o horizonte agora a tarde na Ilha. Bonitas e ameaçadoras.

Fotos: Ararê

Novo vazamento de petróleo no Golfo do México

julho 28th, 2010 by


Um rebocardor abalroou ontem a cabeça de um poço de petróleo abandonado, nas proximidades de Bayou St. Dennies, no Golfo do México, próximo à foz do Rio Mississipi.
O acidente causou vazamento de petróleo e de gás natural em região ecologicamente sensível, segundo o site da WWLTV, de Louisiana. O vazamento de outro poço, de uma plataforma da empresa britânica BP (British Petroleum) em 20 de Abril passado, causador do maior vazamento de petróleo nos Estados Unidos em toda a história, ainda não foi contido completamente.

Fonte: WWLTV, com tradução livre do Popa.com.br.

Deve vir mais frio por aí!!!!

julho 27th, 2010 by

Ilhas Feroe: Operação secreta da Sea Shepherd expõe massacre em massa de cetáceos

julho 27th, 2010 by

faroes1

No dia 19 de Julho de 2010 um grupo de 236 baleias-piloto foram assassinadas sem piedade na cidade de Klaksvik, nas Ilhas Feroe, uma nação constituinte do Reino da Dinamarca. A Sea Shepherd conseguiu documentar o massacre através dos esforços de um ativista que viveu entre os moradores locais disfarçado para conseguir as imagens do massacre, chamado pelos locais de “a trituração”, que envolve encurralar grupos de cetáceos em uma enseada e cortar a coluna vertebral dos animais com uma faca.

Peter Hammarstedt, o agente secreto da Sea Shepherd e primeiro oficial do navio Bob Barker da Sea Shepherd, estava vivendo clandestinamente entre os ferozes moradores locais por mais de uma semana, quando ouviu pelo rádio informações sobre o massacre acontecendo em Klaksvik. Imediatamente ele foi de carro para o local do crime. Sem condições nenhuma de impedir o massacre, Hammarstedt documentou o sanguinolento processo.

“Baleias piloto são conhecidas por andar em gruposs de 200-300 membros. Duzentas e trinta e seis baleias piloto foram massacradas na noite passada em Klaksvik: adultas, prenhas, amamentantes, juvenis e fetos, ainda ligados umbilicalmente com as mães. Um grupo inteiro que antes nadava livremente nas águas do Atlântico Norte foi exterminado em um banho de sangue coletivo”, disse Hammarstedt.

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O governo das Ilhas Feroes alega que a morte destas baleias é rápida e indolor, mas as novas imagens mostradas provam o contrário.
“Uma das baleias teve 5 ou 6 golpes brutais à faca na cabeça”, relata Hammarstedt. “Os moradores locais simplesmente usaram esta baleia como apoio. A morte dela foi lenta e extremamente dolorosa. Algumas baleias são atacadas repetitivamente por até 4 minutos antes de finalmente morrerem.”

O massacre como um todo é indiscriminado e cruel.

“Bebês foram arrancados de dentro dos corpos cortados de suas mães e deixados para apodrecer no píer”, diz Hammarstedt, que fotografou vários filhotes e fetos mortos. “Baleias piloto são grupos extremamente maternais. Não consigo imaginar o medo e pânico destas mães enquanto seus filhotes eram arrancados de perto delas.”

O massacre das baleias piloto em Faroes é similar ao massacre de golfinhos em Taiji no Japão, como mostrado do documentário The Cove. A diferença principal é que existe no mínimo 18 enseadas nas Ilhas Faroes, onde este massacre acontece, tornando extremamente difícil conseguir saber onde o massacre ocorrerá para se tentar impedir.

Baleias piloto são classificadas como “estritamamente protegidas” pela Convenção Européia de Conservação da Vida Selvagem. Permitindo este massacre nas Ilhas Faroes, a Dinamarca falha nas suas obrigações como signatária desta convenção.

Fredrik

Peter Hammarstedt

Para conseguir acesso ao local do massacre, Hammarstedt se disfarçou como um estudante suíço de cinema. Mesmo tendo tomado várias precauções para esconder sua identidade, ele foi reconhecido por vários dos caçadores, em função do seriado de televisão Whale Wars – Defensores de Baleias, do Animal Planet. Aparentemente mesmo nas Ilhas Faroes as intervenções da Sea Shepherd em prol das baleias na Antártida já foram ouvidas.

Quando os matadores das baleias começaram a seguir à pé Hammarstedt, ele rapidamente escapou para seu carro e saiu do local, enviando pela internet as imagens para garantir a sua divulgação. Com sua identidade descoberta, ele começou a receber ameaças em menos de uma hora e foi instruído pelo comando da Sea Shepherd a deixar o país imediatamente.

Apesar de revistado e interrogado pela polícia no aeroporto, Hammarstedt confirmou que já saiu das Ilhas Faroes.
A Sea Shepherd Conservation Society tem se oposto ativamente e confrontado os massacres nas Ilhas Faroes desde 1985, e continua até hoje como um dos maiores defensores da causa das baleias.

Fonte: Sea Shepherd

Justiça permite que holandesa de 14 anos veleje sozinha

julho 27th, 2010 by
A jovem pretende viajar ao redor do mundo em seu barco, chamado de Guppy – Foto: AP

Um tribunal holandês de Middelburg aprovou nesta terça-feira o pedido da adolescente Laura Dekker, 14 anos, para velejar sozinha. Desde que tinha 13 anos, Laura tentava obter a permissão para tentar se tornar a pessoa mais jovem a dar a volta ao mundo em um barco. As informações são da agência AP.

“Com esta decisão, a responsabilidade de Laura fica com os pais”, disse o juiz S. Kuypers. “Cabe a eles decidir se Laura pode zarpar em sua viagem de barco”, afirmou o magistrado. Os pais de Laura, que são separados, dizem apoiar o plano da filha.

O caso de Laura Dekker provocou polêmica quando, aos 13 anos, a adolescente tentou a permissão judicial para viajar sem os responsáveis. Na época, a Vara de Família de Middelburg impôs uma ordem de tutela impedindo que a jovem viajasse. A ideia de Laura provocou um debate no país sobre o quanto os pais devem apoiar ou incentivar os sonhos de seus filhos.

A jovem não foi ao tribunal nesta terça-feira, mas seu advogado, Peter de Lange, disse que ela ficaria encantada com a decisão. “Ela vai ficar incrivelmente feliz com isso”, disse Lange. “A justiça foi feita”, afirmou o advogado, que também disse que Laura pode ir para seu ponto de partida na viagem, em Portugal, dentro de duas semanas.

O Conselho de Proteção da Criança pediu ao tribunal para prorrogar por mais um ano de uma ordem de tutela que havia impedido a adolescente de velejar no ano passado. O órgão do governo holandês estuda se entrará com um recurso na Justiça.

A jovem Laura Dekker, 14 anos, posa para fotos em seu barco, Guppy, onde pretende dar a volta ao mundo sozinha – Foto: AP
Fonte: Terra