Entrar



Archive for agosto, 2010

Furacão Earl se afasta do Caribe e vai rumo à costa dos EUA

agosto 31st, 2010 by
Foto tirada do espaço pelo astronauta da Nasa Douglas H. Wheelock mostra o furacão Earl ganhando força
Foto: Reprodução

O perigoso furacão Earl, de categoria quatro, se afasta das Pequenas Antilhas e de Porto Rico nesta terça-feira, sem causar grandes danos, e ameaça agora atingir o litoral leste dos Estados Unidos, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos EUA. Com ventos máximos sustentados de 215 km/h, o furacão Earl está com trajetória noroeste e em dois dias pode causar estragos na Geórgia e nas Carolinas.

Pelo último boletim do NHC das 8h (horário de Brasília), o Earl está 280 km ao noroeste de San Juan, em Porto Rico. O NHC acredita que o furacão possa se fortalecer porque o mesmo se desloca pelas águas quentes do Caribe em uma trajetória noroeste.

As condições meteorológicas no Caribe norte devem melhorar nesta terça, mas pequenas ilhas podem ser afetadas a partir de amanhã pela tempestade tropical Fiona, com ventos de 65 km/h. O NHC prevê que o Fiona continuará como tempestade e que não alcançará intensidade de furacão, e seguirá trajetória norte-noroeste em direção ao norte do Caribe.

Fiona, a sexta tempestade tropical da temporada de furacões no Atlântico, formou-se na segunda-feira, no leste das Pequenas Antilhas. Na atual temporada de ciclones do Atlântico, que começou em 1º de junho e vai até 30 de novembro, devem se formar cerca de seis tempestades tropicais e três furacões.

A Administração Nacional de Atmosfera e Oceanos dos EUA (NOAA, na sigla em inglês) atualizou sua previsão e ratificou a formação de 14 a 20 tempestades e de oito a 12 furacões que podem atingir os EUA, o Caribe, América Central e o Golfo do México. Os meteorologistas ressaltaram está que será uma temporada “muito ativa” porque, desses furacões, entre quatro e seis poderiam ser de grande intensidade, com ventos superiores a 177 km/h.

Barco é atingido por grandes ondas na passagem do furacão Earl por Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas
Foto: AP

Cerca de 270 pessoas foram evacuadas na República Dominicana depois que suas casas foram atingidas pelas chuvas e os fortes ventos provocados pelo furacão Earl de categoria 4, que castigou várias ilhas do Caribe.

Do total dos afetados, 250 estão em abrigos oficiais e o restante em casas de familiares e amigos, segundo um comunicado do centro de operações de emergências (COE), que cifrou em 50 as casas atingidas pelo temporal.

A passagem do furacão pelo Caribe também causou estragos nas Ilhas Virgens Britânicas nesta terça-feira. Ontem, o fenômeno já havia derrubado árvores e causado o bloqueio de estradas na ilha de Antígua.

O COE ratificou nesta terça-feira o alerta vermelho para as áreas baixas do litoral norte e leste do país diante do fortalecimento do furacão Earl que, segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos EUA segue em direção à costa leste americana.

Fonte: Terra

Furacão Earl causa destruição no Caribe

agosto 31st, 2010 by
Lancha naufraga após a passagem do Furacão Earl pelo porto St. John, na ilha caribenha de Antígua Foto: AP

Fonte: Terra

Abaixo, alguns vídeos (em inglês) mostrando o avanço dos furacões Danielle e Earl pelo Caribe.


O avanço do mar e as mudanças do litoral

agosto 30th, 2010 by

Reportagem de ontem do Fantástico.

Algumas teorias e explicações sobre o que está acontecendo no nosso litoral, aqui em Santa Catarina e no resto do Brasil.

Temporada de ciclones no Atlântico

agosto 30th, 2010 by

Semanas de alto risco no Atlântico

Entre o fim de agosto e o início de outubro, o Atlântico Norte tem o seu período mais propício do ano à formação de ciclones tropicais. Os mais arrasadores ciclones tropicais da região tendem a ocorrer nesta parte do ano. Isso porque as águas do mar vão aquecendo ao longo do verão e atingem o seu pico de aquecimento durante estes meses, além do que tende a ser menor a divergência de vento e circulação de areia no Saara na região. A Zona de Convergência Intertropical também atua mais ao Norte, originando mais ondas tropicais na África que se converterem depois em ciclones tropicais no mar.

A temporada de tempestades até poucos dias era calma, o que já levantava suspeitas sobre os prognósticos de um ano de muitos ciclone tropicais na região, mas na última semana se formaram os ciclones Danielle e Earl no Atlântico Norte.

Danielle atingiu até categoria 4 na escala Saffir-Simpson dos furacões que vai até 5 com vento de 200 a 250 km/h, mas o ciclone está no meio do Atlântico e vai recurvar sem oferecer risco. Já Earl preocupa mais. Tende a se intensificar, deve afetar as Ilhas Virgens e Porto Rico e, segundo os modelos, deve se aproximar perigosamente da costa americana. Veja as projeções do modelo de furacões GFDL para os dois sistemas.

Hoje, 29 de agosto, é o quinto aniversário da chegada do Katrina à costa da Lousiana. Na análise da MetSul, é alto o risco que nas próximas semanas um furacão muito intenso (categorias 4 ou 5 na escala Saffir-Simpson) possa atingir áreas do Caribe ou dos Estados Unidos. O significativo aquecimento deste verão de 2010 no Hemisfério Norte gerou enorme energia na atmosfera e que pode ser liberada nas próximas semanas seja por um furacão extremo ou por vários furacões, inclusive intensos, não se descartando as duas hipóteses no Atlântico Norte. Uma onda tropical que avançou da África e que agora está sobre o Atlântico (Invest 97L) é uma candidata a gerar um ciclone intenso, que seria Fiona. A maioria dos modelos, no momento, também recurva esta tempestade sem levar maior perigo para áreas costeiras.

Apesar destes indicativos dos modelos, enxergo um potencial de alto risco em Fiona. O caminho que a onda tropical está percorrendo, é muito favorável a acentuado desenvolvimento. Aliás, o modelo Europeu projeta que ao redor do dia 6 de setembro (projeção sujeita, claro, à grande margem de erro) Fiona estaria atingindo a Flórida como um furacão intenso.

As próximas semanas serão de alto risco no Atlântico Norte. Considero a segunda metade de setembro e outubro um período muito perigoso por analogia para a América Central. Um dos análogos deste ano é 1998 e naquela temporada de 12 anos atrás ocorreu o furacão Mitch que arrasou a América Central com inundações, deslizamentos e milhares de mortos.


Autor: Eugenio Hackbart
Publicado em 29/08/2010 06:42

Fonte: Blog da Metsul

Não jogue lixo no mar

agosto 29th, 2010 by

Recebi essa imagem por e-mail, não sei quem é o autor das fotos, mas são impressionantes e tristes.

Animais vítimas do lixo que jogamos nos mares e nos rios. Devem ter sofrido bastante antes de morrer.

Não jogue lixo na água….

Alerta de mar agitado no domingo

agosto 28th, 2010 by

A Defesa Civil de SC emitiu alerta de ventos fortes e mar agitado a partir de domingo a tarde. A navegação de embarcações pequenas não é recomendável.

sirene_ativa O tempo muda no domingo, com chuva e ventos fortes em SC

O bloqueio atmosférico que manteve o tempo estável, com ar seco e quente em SC nos últimos dias, quebra na tarde de domingo com o avanço de uma frente fria pelo litoral Sul do Brasil.

Fonte: Ciram (www.ciram.com.br)

No sábado ocorre mais nuvens e chuva fraca no inicio do dia apenas no Litoral Sul, e tempo permanece firme na maior parte do estado, com temperatura elevada devido o aquecimento pré-frontal. No domingo o dia começa com sol e muda a partir da tarde, com pancada de chuva, descarga elétrica (raios), granizo e rajadas de vento (60km/h) no Oeste e Litoral Sul à tarde e no Alto Vale e Litoral Norte a partir da noite.

Alerta: No litoral catarinense o vento mais intenso (60km/h a 70km/h) deixa o mar mais agitado, com risco para navegação na tarde de domingo, na segunda e na terça-feira.

Recomendações da Defesa Civil:

No caso de  ventos fortes ou tempestades: a recomendação da Defesa Civil é para que as pessoas procurem abrigo em locais seguros; e evitem o trânsito em locais abertos, próximo a árvores, placas ou objetos que possam ser arremessados.

Alagamentos: a população deve evitar contato com as águas e não dirigir em lugares alagados. Se houver granizo é aconselhável que as pessoas se protejam em lugares com boas coberturas, ao exemplo dos banheiros das residências, fechar janelas e portas, e não manusear nenhum equipamento elétrico ou telefone devido aos raios e relâmpagos.

Escorregamento de terra: as pessoas devem observar qualquer movimento de terra ou rochas próximas a suas residências e inclinação de postes e árvores. Neste caso, é recomendável que a família saia de casa e acione a Defesa Civil municipal ou o Corpo de Bombeiros.

Qualquer problema deve ser comunicado à coordenadoria municipal de Defesa Civil, através do telefone de emergência 199 ou para o Corpo de Bombeiros, no número 193. A Defesa Civil do Estado conta com atendimento de 24 horas, com equipes de prontidão. O telefone para contato é o (48) 3244-0600 ou 4009-9816.

Oceanário Brasil

agosto 28th, 2010 by

Fantástico projeto da Universidade Federal de Rio Grande!!

“Oceanário Brasil é um projeto da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), que visa divulgar a diversidade e os encantamentos dos oceanos e da oceanologia no Brasil.”

Veja no Conjuminando


Barco aparece vazio em praia e intriga moradores na Flórida

agosto 27th, 2010 by

Barco não estava registrado nos EUA.
Embarcação apareceu em Redington Beach.

Um barco de 14,5 metros de comprimento que apareceu vazio na quarta-feira (25) em uma praia em Redington Beach, no estado da Flórida (EUA), deixou os moradores intrigados, segundo a emissora de TV “WTSP”.

Testemunhas disseram que o barco chegou à costa ao meio-dia quarta-feira e parecia ainda estar funcionando. A guarda costeira chegou a fazer uma busca, mas ninguém ficou encontrado.

De acordo com a polícia, o barco, que vale entre US$ 300 mil e US$ 500 mil, não estava registrado nos EUA. Os investigadores estão agora à procura de registros internacionais da embarcação.


Embarcação apareceu em praia na Flórida.

Embarcação apareceu em praia na Flórida. (Foto: Reprodução/WTSP)

Fonte: Globo.com


Sérgio da Costa Ramos

agosto 26th, 2010 by

Mais um excelente texto deste ótimo cronista, um dos poucos ilhéus a defender o uso apropriado do mar que rodeia a Ilha de Santa Catarina.

Está no Diário Catarinense de hoje.

Vale a leitura!

Aversão à maresia


Ainda não se descobriu a malsinada molécula que faz de alguns ilhéus verdadeiros representantes de uma ecoescuridão que pretende “erradicar” o mar como opção de trânsito e o trapiche como um ponto de tangência entre o oceano e o homem, entre o mar e a vida.

Seria uma indisposição com o salitre? Uma aversão à maresia? Uma azia pelo cheiro que emana das marés?

Se a ecoimplicância que se hospeda na Ilha, degradando o meio ambiente que finge proteger, pontificasse na Lisboa dos Descobrimentos, o mais famoso dos trapiches de Lisboa seria embargado _ ali, no colo do Rio Tejo. Não teria existido a Torre de Belém e o Novo Mundo estaria por ser descoberto.

De repente, os trapiches, esses apêndices que a aventura humana plantou à beira-mar ou à beira-rio, deixaram simplesmente de existir nesta Ilha dos casos e ocasos raros, quase órfã de navegadores e de marinas.

A falta do hábito faz o trapiche torto. Aqui, tudo o que diz respeito ao mar, anda “de lado”. Até o trapiche que construíram na ex-praia do Müller, às margens da Beira-Mar, mais parecia um Frankenstein pernalta _ filho de algum mostrengo anfíbio do Lago Ness. Interditado para ser reconstruído, ali jaz o seu esqueleto. Até quando?

A simples perspectiva de construção de uma marina para receber transatlânticos e equipamentos de turismo, ao largo de São José, no Continente, ouriça a ecoteocracia, que já se mobiliza para a habitual corrida de obstáculos.

Chega a ser totalmente irracional essa ojeriza à construção de trapiches, como se uma ilha devesse repudiar o mar. Trapiches são promontórios de madeira ou de cimento, uma ponte entre os homens e o horizonte onde se curva a Terra. São meros “cais” ou docas à beira-mar, necessárias aos homens que se relacionam com o mar seja para o comércio, para uma pescaria vadia de fim de tarde ou até para o Descobrimento da América.

Pedro Álvares Cabral, está provado, zarpou da “marina” da Torre de Belém. Se fosse desembarcar na Ilha, sentiria falta do Miramar e do trapiche da Alfândega. Ou teria que fundear ao largo, com a ajuda de uma “poita”.

O trapiche é, pois, o começo e o fim de tudo. Das grandes descobertas, das grandes (e pequenas) pescarias, dos encontros furtivos entre navais e damas da noite _ como em Capitães de Areia, de mestre Jorge Amado.

O trapiche do Miramar tanto servia para um mijão noturno _ e, portanto, colaborava para o “alívio” popular _ como servia de tapete vermelho para as “hosanas” ao imperador, como aconteceu com Pedro II em sua segunda visita à Ilha, em 1865, sob trepidante foguetório.

E, sobre ser o que é, o tombadilho de um navio inerte, o passadiço que serve à aventura do homem, o trapiche é a escotilha aberta para o “imaginário” das viagens.

Tivemos vários em Florianópolis. O do Veleiros da Ilha, o do Miramar, o da Alfândega, os da Rita Maria, o do Estaleiro Arataca, o da Praia de Fora. Natural que esses braços postiços se fizessem ao mar numa Ilha banhada por duas baías.

A Baía sul, no lado insular, tinha o maior número de trapiches: quatro. Ao Norte, pontificava o da Praia de Fora. E antes que o Miramar se transformasse num esconderijo de praticantes do verbo “urinar”, com direito a ostras ao molho de uréia nos degraus de atracação, as lanchas traziam o povo do Continente _ e era primeiro “ao povo” que os trapiches serviam.

Trapiches são marinas. Que mal há em modernizar os trapiches e equipá-los com banheiros e instalações decentes?

Pedro Álvares Cabral, Fernando Pessoa e o povo da Ilha de Santa Catarina agradeceriam.


Tubarão-baleia é morto na China

agosto 26th, 2010 by

Mais um grande feito dos pescadores chineses… Devem ter ficado orgulhosos..

Um tubarão-baleia morreu após ficar preso em uma rede de pesca em Taizhou, província de Zhejiang, na China, nesta quinta-feira. O animal de 6 m de comprimento e 3 toneladas sufocou após ser pego “acidentalmente” pelos pescadores, de acordo com o China Daily. As informações são da agência Reuters.

Segundo a organização WWF, o tubarão-baleia é um animal gentil e que corre risco de extinção por causa da pesca comercial. Ele vive em águas temperadas e tropicais ao redor do planeta, com exceção do mar Mediterrâneo.

Ainda de acordo com a organização, esse animal vive entre 100 e 150 anos e se alimenta filtrando a água, expelindo o líquido pelas guelras e comendo o plâncton. Além disso, o tubarão-baleia come pequenos animais marinhos, como lulas.

Tubarão-baleia ficou preso em rede de pescadores e morreu sufocado
Foto: Reuters
Fonte: Terra