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Archive for janeiro, 2011

Semana com chuva no litoral de SC

janeiro 31st, 2011 by

Entre esta segunda-feira e o sábado próximo (31/01 a 06/02) permanece a condição de chuva no litoral catarinense, devido a formação de núcleos de instabilidade que se formam principalmente no período da tarde e ao deslocamento de uma frente fria pelo litoral de SC na quarta-feira. Os acumulados diários de chuva ficarão em torno de 20 a 40mm, mais altos no Vale do Itajaí e Litoral Norte.

Fonte: Ciram (www.ciram.com.br)

Mar espelhado

janeiro 31st, 2011 by

Sérgio da Costa Ramos

Olhando o mar espelhado da Baía Sul veio-me logo a lembrança o “Mar Português” do grande Pessoa, com os versos imortais que contam a tocante história das mães que “choraram pelos filhos e que por eles em vão rezaram”.

Mas o poeta “toma partido” e argumenta em favor do mar:

“Deus ao mar o perigo e o abismo deu/Mas nele é que espelhou o Céu…”

Então, bem no meio do poema, lança a pergunta e a resposta que se transformariam em lírica filosofia: – Valeu a pena? Tudo vale a pena/ Se a alma não é pequena.

O mar espelhado das baías da Ilha de Santa Catarina comove os corações marinheiros. Nosso manso mar que abraça a Ilha não é, definitivamente, o mar zangado da Bíblia. É o mar tranquilo do marinheiro-prosador Virgílio Várzea, o mar dos poetas Shelley e Byron, símbolo da dinâmica da vida. Tudo sai do mar e tudo a ele retorna. É o lugar onde nasceu a vida, a evolução, até a espécie humana. Mas parece que ao “nosso” mar falta o dinamismo dos mares rendilhados por marinas – ou trapiches, como queiram – espécie de “escada de embarque” pela qual o homem se põe ao largo da líquida via, para conviver com o Mundo. Mares como os velhos Mediterrâneo e Egeu, míticas “avenidas” do homem desde a mais remota antiguidade.

Faço essa digressão sobre o mar para assinalar que há um flagrante descompasso entre a relação “pessoas/automóveis” e “pessoas/barcos” nesta Ilha de 42 praias e nenhuma marina digna de menção. Já somos, proporcionalmente, a segunda cidade brasileira na penosa relação “carro/por habitante”, passando rapidamente da atual marca de “um carro para cada 1,8 morador”, rumo ao delirante “um-por-um”. E quantos barcos – quantas canoas? – temos “por pessoa” nesta que é uma Ilha, como todas, cercada de mar por todos os lados?

Nem se diga que navegar é um esporte caro. Navega-se não só a bordo de embarcações luxuosas. Os quadros do pintor Eduardo Dias mostram nossas baías coalhadas de barcos e barquinhos artesanais, canoas e caiaques, junto com “vapores e bergantins”. O mar aceita tudo o que flutua – bateras, boias, canoas bordadas, baleeiras açorianas, lanchas de arrojado [design], escunas e transatlânticos. A épica “Retirada de Dunquerque”, episódio inesquecível da II Grande Guerra, foi consumada até sobre “jangadas” de uma tábua só.

O mar é hospitaleiro, aceita barco a vela, a motor e a remo. Mas não basta amarrar uma poita na proa e largar o amigo flutuante em qualquer quintal marítimo: é preciso um “estacionamento”, onde o dono possa melhor “amarrar” o seu Fusca ou o seu Rolls-Royce. Pois é este “estacionamento” de barcos que suscita na Ilha uma incompreensível resistência. Garagem de ônibus, pode.

Até parece que o ilhéu incorporou certos temores açorianos associados ao fato daquele vulcânico arquipélago conviver com erupções e maremotos. O mar devia parecer aos imigrantes de 1750 um pélago profundo, um abismo habitado por monstros e esfinges. Talvez por isso o açoriano “no exílio” tenha edificado suas casas de costas para o mar – como se este fosse apenas o “escritório e trabalho”, fonte de sustento, mas cheia de riscos.

É preciso mudar essa medíocre idiossincrasia em relação à avareza dos trapiches numa ilha tão repleta de apelos e atrações naturais. Aqui, nesta “ilha dos casos e ocasos raros”, parece que a resposta de Pessoa ainda não foi providenciada. Vale a pena?

Ora, se nossa alma não continuar pequena, a Ilha de Santa Catarina haverá de ser um belo polo da navegação esportiva, um importante centro dos esportes náuticos, um bom trapiche para os marinheiros e para os turistas. Enfim, para todos aqueles que “navegam por precisão”, para viajar ou para recrear-se.

Elevemos nossa alma à altura da criação do poeta. Que os nossos mares não inspirem apenas “lágrimas de Portugal e do Mundo”, por óbvia falta de infraestrutura, mas que navegar nos valha a pena por nossa alma não ser pequena…

Rio de Janeiro em 360º

janeiro 30th, 2011 by


Pão de Açúcar, Urca, Rio de Janeiro in Rio de Janeiro

Tirei daqui.

Rio Biguaçu

janeiro 29th, 2011 by

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Passeio no Rio Biguaçu from Ararê on Vimeo.

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Perto demais

janeiro 28th, 2011 by

Se você está vendo isso, está muito perto…

Desafio Solar Brasil – Floripa

janeiro 28th, 2011 by

Dia 12 de fevereiro começa a primeira edição do Desafio Solar Brasil em Florianópolis.

As competição terá início no Lagoa Iate Clube (LIC), na Lagoa da Conceição, e durante oito dias percorrerá muitos pontos turísticos da capital catarinense, como a Avenida Beiramar Norte.

Shows e oficinas completam o cronograma.

O Desafio Solar Brasil é um rali de barcos movidos à energia solar que visa ao uso de tecnologias comercialmente disponíveis, de maneira a maximizar a eficiência e causar pouco ou nenhum impacto ambiental, como também estimular o desenvolvimento de novas tecnologias aliadas à energia solar fotovoltaica.

Mais informações em www.dsbflorianopolis.blogspot.com

Ilha particular

janeiro 26th, 2011 by

Exclusividade é tudo!

Massa de ar quente e úmida mantém instabilidade

janeiro 24th, 2011 by

Autor: Eugenio Hackbart
Publicado em 24/01/2011 14:31

Chuva em Florianópolis

janeiro 22nd, 2011 by

Imagens dos estragos na Grande Florianópolis.

Via ClicRBS.

Águas-vivas já “queimaram” 9.500 pessoas em Florianópolis

janeiro 21st, 2011 by

As águas-vivas em Florianópolis já fizeram 9.500 “vítimas” desde o início do ano.

A EPAGRI já havia dado o alerta no dia 12 de janeiro. Veja aqui.

Veja a reportagem do Jornal do Almoço:

A  Secretaria de Saúde  recomenda a aplicação de compressas de água do mar gelada no local do ferimento – não de água doce, que pode agravar a situação – e de banhos de vinagre. Este procedimento  funciona na maioria dos casos, onde o que existe é apenas dor e vermelhidão da pele. Casos mais graves, embora  raríssimos no Brasil,  podem requerer internação em UTI e até causar morte.