Entrar



Estudo comprova o poder destruidor do etanol nos motores de embarcações

sábado, outubro 29th, 2011 by

Da Redação
Com informações da International Boat Industry (IBI)

Um estudo divulgado pelo Departamento de Energia do Instituto de Eficiência Energética e Energia Renovável dos Estados Unidos diz que o combustível E15, ou seja, combustível formado por 85% de gasolina e 15% de etanol, causa danos aos componentes em motores marítimos. A National Marine Manufacturers Association (NMMA) e outros grupos ligados a motor iniciaram um processo contra a Environmental Protection Agency (EPA), por permitir o E15 para fornecimento de combustível no país.

Segundo declaração da NMMA, o relatório sobre os testes feitos com motores marítimos E15 e E0 (combustível sem etanol), mostraram que o desempenho ficou fora dos limites de certificação e que o consumo de combustível aumentou com o E15. Em testes separados, cada motor mostrou deterioração, com danos tão graves em dois dos três motores de popa, que não foi possível completar o ciclo de teste. Já o uso do E0 nos motores de teste não apresentam qualquer tipo de questão relacionada ao combustível.

“As atuais propostas da indústria para aumentar a quantidade de etanol na gasolina deve seriamente dizer respeito a todos os navegadores e proprietários de equipamentos de motor”, diz Thom Dammrich, presidente da NMMA. “Embora a NMMA apóie a utilização de combustíveis renováveis como forma de reduzir a dependência dos Estados Unidos de fontes estrangeiras de petróleo e melhoria do ambiente, há evidências crescentes de que o etanol não é a resposta ao desafio energético na América.”

No Brasil, os motores aquáticos a gasolina são preparados para receber o combustível brasileiro, que tem de 20% a 25% de etanol: “Mesmo assim, o álcool causa danos nos motores, afetando a segurança da navegação e acarretando manutenção constante, além de problemas como eventuais descartes de combustível velho nos tanques”, informa o diretor técnico da Grupo Um Editora, Marcio Dottori. Segundo ele, que é velejador e proprietário de lancha, apesar da insistência de segmentos do mercado náutico, que desde 1997 pleiteiam o desenvolvimento de uma gasolina náutica sem álcool, específica para o uso em barcos, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) não atendeu às reivindicações do setor.

Fonte: Revista Náutica

Comments are closed.