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Polícia Federal e Ibama realizam operação de combate à pesca ilegal na Baía Norte de Florianópolis

sexta-feira, fevereiro 24th, 2012 by

Um pescador foi preso em flagrante com peixes, camarão e siris de pequeno porte

Foto: Polícia Federal / Divulgação


Na madrugada desta sexta-feira um pescador foi preso em flagrante próximo à praia da Daniela, na Baía Norte de Florianópolis com 58 quilos de pescado utilizando a técnica do arrasto, que tem como característica o fato de revolver o solo do oceano capturando espécies ainda em fase de desenvolvimento e sem nenhuma seleção.

A operação foi coordenada pela Delegacia Especial de Polícia Marítima da Polícia Federal (DEPOM) junto com o junto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA)

O pescador foi encaminhado para o DEPOM, no Estreito, e conduzido à Superintendência da Polícia Federal, onde foi lavrado o flagrante. Entre o que ele havia pescado, destacava-se o camarão, siri e linguado, vários deles de pequeno porte.

Foram apreendidas a embarcação, motor, redes, cabos e pescado e aplicadas multas que chegam a 1.860 reais, sendo 700 reais pela infração cometida e 1.160 reais a título de indenização, 20 reais por quilo de pescado capturado.

Segundo Alessandro Queiroz, chefe da Divisão de Controle e Fiscalização do IBAMA em Santa Catarina, a pesca de arrasto dentro da baía norte é proibida para redes de arrasto puxadas a motor.

— A embarcação está classificada como artesanal, mas estava pescando em área proibida e com petrechos proibidos — explica.

Dos 58 quilos de pescado apreendidos, 23 estavam vivos e foram devolvidos ao seu habitat natural, o restante foi doado à Sociedade Espírita de Assistência Tereza de Jesus, da cidade de São José, situada na grande Florianópolis.

Esta ação foi motivada por recentes denúncias apresentadas por pescadores artesanais de Florianópolis. Qualquer irregularidade relativa ao meio ambiente pode ser denunciada por meio da Linha Verde do IBAMA, cujo número é 0800 61 8080. A ligação é gratuita e o denunciante não precisa se identificar.

Roberta Ávila

DIÁRIO CATARINENSE

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